GRAVIDEZ NÃO É DOENÇA ...

GRAVIDEZ NÃO É DOENÇA ... Quem nunca escutou essa expressão?🤰





Antes mesmo de engravidar da Lara - acompanhando a gestação da minha cunhada - eu tinha esse post na cabeça.


Essa frase trás em si mesma uma carga de imensa incompreensão e falta de empatia com as gestantes. Por que - é verdade - gravidez não é doença. Mas é um momento em que a mulher também não está em seu estado de saúde pleno.


Meu objetivo com esse post é alertar quem fala essa frase para uma grávida - OU PENSA - para que compreendam como podem estar sendo

injustos ao não visualizar tudo o que implica esse momento.

Um pouco de compreensão e solidariedade faria que esse momento lindo - mas difícil - fosse mais ameno.


Vou listar algumas coisas para que entendam o que quero dizer:


🔸a gestante fica com a imunidade baixa por que o corpo - sabedoria da natureza - diminui a imunidade para que o bebê não seja rejeitado por ele. Por isso está frequentemente gripada e tende a se enfermar com facilidade.

🔸a grávida não pode tomar qualquer remédio então dores simples como dor nas costas ou dor de cabeça que se resolveriam com um comprimido podem se arrastar por dias ou meses e fazer com que ela não durma bem, não consiga produzir em casa e no trabalho, etc.

🔸gravidez não é doença mas no primeiro trimestre a grávida não consegue se alimentar bem, sente enjoo, náusea e quase nada alivia isso. Imagine aquele enjoo que você sentiu em uma viagem e que ficou torcendo para chegar logo durando por - pelo menos - 3 meses!

🔸no segundo semestre começam a surgir as dores nas costas, nas pernas, a insônia, asia, refluxo... e a única solução é conviver com isso. Tentar tomar

um paracetamol, um chá e - talvez - fazer uma fisioterapia.

🔸no terceiro semestre a grávida sente um cansaço gigante, a barriga pesa, não encontra posição para dormir, tem insônia,...

🔸😅a ansiedade começa a vir, pode deixar a futura mamãe bem tensa e também não há muito mais que chá ou valeriana para tentar acalmar


Aí você tem uma melancia pendurada em você dia e noite e não consegue se mexer direito, fica desengonçada e desastrada. Não consegue abaixar. Sente sono cansaço... E tem que enfrentar a cara feia de colegas de trabalho, a falta de solidariedade em filas, a inexistência de vagas para gestantes mais próximas das portas nos mercados ou shoppings...


Estou no 8o. mês da segunda gravidez. Sabe quantas vezes alguém me deixou passar na frente na fila preferencial MESMO SEM SER IDOSO, GESTANTE ETC? NENHUMA.

Sabe quantas pessoas se ofereceram para me ajudar a carregar sacolas de compras? NENHUMA.


Essa frase que ronda no subconsciente coletivo faz com que sejamos indiferentes às necessidades das gestantes. Uma sociedade insensível e que só pensa em si refletida nesses pequenos gestos que acabei de falar.


Não. Não aconteceu NADA comigo esses dias. Estou em casa sendo amada e bem cuidada pelos meus. Mas esse post martela minha mente cada vez que penso nas grávidas que estão em pé atrás de um balcão, ou que enfrentam uma cara feia quando levam um atestado, ou que precisam esperar na fila do banco, do mercado, da farmácia... por que o mundo não se acostumou a ver a gravidez como um momento sensível e de fragilidade mesmo que NÃO SEJA UMA DOENÇA.


Quem se identifica?



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